segunda-feira, 18 de abril de 2016

Impotência nacional


Há no leito das coisas uma sanha medonha de contentamento.
Frívola vontade inerte de nem desejar.
Percebo no canto dos pássaros certo comodismo, como se a asa fosse mais que o céu quando se abre.
Tenho em mim que as coisas se conformaram.
Vento sopra sem pretensão de ventania, chuva chove sem ânsia de tempestade... É tudo calma, menos em mim!
Em mim, sigo sedento de sede. Buscando uma nova procura, querendo encontrar o que nem sei!
Passo as tardes adivinhando o tempo e indagando sincero sobre o princípio, o meio e o fim da vida.
Ah, quisera eu ter a placidez dos peixes, conformados com o sal da água, quando salgada, insípida quando doce... 
Recosto meus pensamentos mais ineficazes no que tem vida, vejo até nas formigas uma falta de audácia carregando o mundo, mas saboreio na resistência das plantas a vontade irmã da minha de não conter na raiz o que alcançamos no galho!
A vontade do salto que pertence às flores, o ciclo de vida e morte tentando as estações, suportando os dias à espera sem esperança de um dia ser maior, de poder com a morte, de ser mais forte que o tempo!
É essa a minha vocação... A de nunca chegar à margem alguma e ainda assim remar!

3 comentários:

  1. Temos que continuar remando mesmo, pq só Deus é realmente por nos nessa vida, coitados dos que nao acreditam nele...

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  2. É isso mesmo marcinho temos que continuar remando, vivendo e pedindo a Deus proteçao. Bjos meu lindo.

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  3. Temos que continuar remando mesmo, pq só Deus é realmente por nos nessa vida, coitados dos que nao acreditam nele...

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